Joana Marçal
Sócia · Arquitetura de sistemasFundadora. Vinte anos em sistemas de pagamento brasileiros. Conduz os engajamentos de fintech e bancos digitais.
Somos um grupo pequeno de engenheiros e designers que trabalham no centro velho de São Paulo, com uma filial em Recife e um posto avançado em Lisboa. Tratamos cada projeto como um caderno: capítulos numerados, decisões assinadas, revisão por escrito.
O estúdio foi fundado em 2018 por três engenheiros que vinham de grandes consultorias e haviam crescido cansados de ver projetos extensos terminarem em apresentações elegantes e código frágil. Decidimos abrir uma oficina pequena, com poucos clientes simultâneos, em que cada decisão técnica fosse registrada por escrito e cada engenheiro tivesse autoria visível.
Em sete anos, escrevemos linha a linha 62 sistemas para empresas brasileiras de fintech, logística, saúde e cultura. Continuamos pequenos por escolha — recusamos cinco em cada sete consultas que recebemos. Trabalhamos apenas em projetos onde podemos ler o domínio em profundidade.
O nome Framelógico vem da combinação de frame (estrutura, moldura) e lógico: a convicção de que um sistema precisa de moldura editorial e de lógica formal — em proporções iguais — para funcionar bem por uma década.
Toda relação começa com duas a quatro semanas de leitura: processos reais, dados históricos, dívidas técnicas e contexto regulatório. Recusamos projetos cuja fase de diagnóstico seja cortada por pressa.
Cada decisão arquitetural relevante recebe um ADR numerado, com contexto, alternativas avaliadas e a contrapartida assumida. O cliente herda este caderno ao fim do engajamento.
Quem escreve o código conversa, ao vivo, com quem opera o produto. Não usamos gerentes-tradutores entre engenharia e operação. A linguagem é o português técnico claro.
Nenhum código entra em produção sem leitura escrita de pelo menos dois engenheiros do estúdio — um do domínio e outro fora dele, para preservar leitura externa.
LGPD, BACEN 4.658, CFM 2.314 e SPED entram no diagrama de domínio na primeira semana. Tratamos requisitos regulatórios como decisão de arquitetura, jamais como remendo final.
Painéis, alertas e runbooks fazem parte da entrega mínima. Operação herda leitura — não dependência. Nenhum sistema sai do estúdio sem capacidade de auto-diagnóstico.
Quando substituímos sistemas legados, a migração é sempre faseada — 0,2%, 4%, 18%, 100% — com paridade comparada por checksum entre o sistema novo e o legado.
Toda primeira segunda-feira, cada projeto recebe um caderno editorial: o que foi entregue, o que foi descoberto, o que foi adiado e por quê. Nada é ocultado.
Ao fim do engajamento, duas semanas de pareamento com a equipe interna do cliente, documentação técnica revisada e um caderno editorial de fechamento — para que o sistema continue lido depois que partirmos.
Cada projeto é conduzido por um engenheiro principal e um co-autor designado. Os autores abaixo lideram as práticas correntes do estúdio.
Fundadora. Vinte anos em sistemas de pagamento brasileiros. Conduz os engajamentos de fintech e bancos digitais.
Co-fundador. Lidera as práticas de modelagem analítica, qualidade de dados e infraestrutura editorial do estúdio.
Conduz o estúdio de Recife. Especialista em interfaces de operação para times técnicos — saúde, logística e siderurgia.
Engenheiro principal de plataforma. Conduz observabilidade, infraestrutura como código e governança operacional.
Recusamos a ideia de que velocidade e cuidado sejam opostos. Entregamos depressa porque escrevemos com cuidado — e escrevemos com cuidado porque já recusamos pressa em momento anterior.
Rafael Cavalcanti · sócio · Framelógico